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Festival Tremor - Ponta Delgada tremeu!

por Nuno França, em 10.04.17

Pelo 4ª ano tivemos em Ponta Delgada (centro nevrálgico, mas acabou por espalhar-se pela ilha de São Miguel) o Festival Tremor PDL.

Um festival musical que contou com concertos em vários pontos da cidade, de estilos completamente diferentes, para animar todos os gostos.

O Tremor na Estufa, um dos mais interessantes do festival, levou-nos a paragens de autocarro, que nos iriam levar a locais surpresa, para assistirmos a concertos. Desde concertos no terraço de um hotel (onde não chegamos a ir por falta de disponibilidade), ou numa piscina de água termal (no Furnas Boutique Hotel) - do qual não tenho registo fotográfico pois seria prevista uma grande quantidade de pessoas e preferi não levar objectos de valor. Ficou na memória, que é o mais importante.

 

Também por falta de disponibilidade, não conseguimos experimentar (por ter sido em horário laboral), os trilhos (Termor Todo-o-Terreno) que tiveram oportunidade de experimentar, com experiências musicais durante os mesmos.

 

No que toca ao que experimentamos, então fica abaixo o meu registo fotográfico e uma breve explicação de cada um deles, sendo que foi tudo fotografado com telemóvel.

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Na primeira noite (acima), fomos presenteados com um trio de jazz, no Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas, na cidade da Ribeira Grande, nas caves onde outrora haviam secadores de tabaco. Muito agradável.

(tivemos outras actuações mas não registei fotograficamente)

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Na segunda noite do festival (acima), tivemos a dupla Circuit des Yeux. Gostei muito do local, onde só tinha ido uma vez (Auditório Luís de Camões), ambiente intimista, quase cheio. A vocalista (Haley Fohr), muito tímida, não era de muitas palavras, presenteou-nos com uma voz que cativou muita gente! Voz brutal! Apesar de não ter gostado muito das músicas todas, reconheço o valor desta cantora e do seu baterista!

 

O terceiro dia em que houve o Tremor na Estufa (com o autocarro a levar-nos para uma localização surpresa), tivemos dois autocarros à escolha, ambos com destinos diferentes. Optamos por um que tinha a fila de espera mais pequena (pois no dia de Tremor na Estufa no Furnas Boutique Hotel não conseguimos lugar e tivemos de ir em carro a "perseguir" o autocarro), e fomos parar ao Jardim/Palácio de Sant'Ana, que é, nada mais, nada menos, a residência oficial do Governo dos Açores. No hall de entrada fomos presenteados com o artista Coelho Radioactivo, que deu um pequeno concerto acústico (fotografias abaixo).

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Terminado este concerto, seguiu-se algo mais noutros pontos da cidade. Na Arco 8, tivemos mais alguns momentos interessantes, em que passaram momentos das décadas de 80 e 90's, inspirados no que a MTV e no TOP+ faziam também, no nosso caso em concreto, com videoclipes de músicos açorianos.

O Take it or Leave it foi outra das coisas presentes na Arco 8, que consistia em vários desenhos expostos na galeria e que o público, caso gostasse, podia pegar e levar, tal como o próprio nome indica.

Após estas primeiras experiências, o trio 3rd Method foi um espectáculo. O teclista estava num palco à parte (em cima de uma bobina e com o seu teclado “suspenso” no ar), isto fez com que muita gente do público se concentrasse nele, pois estava no centro da sala. Vibrou-se de tal maneira com o ritmo desta banda, pois a batida era de tal forma espectacular, que a noite começou muito bem por aqui.

 

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Chegados ao fim-de-semana, o Sábado foi um dos dias mais longos, com o programa a começar de manhã, com o Mini Tremor, para as crianças (com jogos, filme de animação e música).

De tarde, começamos por ir ver novamente o Coelho Radioactivo, desta feita, ao ar livre, no hostel Out of the Blue, com sonoridade com guitarra eléctrica.

Ficamos por ali e, minutos mais tarde, partimos para a Galeria Fonseca Macedo, onde decorreu um concerto diferente, com uma personagem Eartheater (Alexandra Drewchin), muito estranha, não conseguimos ficar lá por muito tempo e, partimos de seguida para a Biblioteca Pública de Ponta Delgada, onde decorria um concerto no auditório, da dupla PMDS, dois DJs a proporcionarem uma experiência sensorial ao público. Gostei, mas achei demasiado repetitivo ao fim de alguns minutos.

Para podermos “correr as igrejas todas”, também não ficamos por muito tempo e fomos para a Casa do Bacalhau (onde, como o próprio nome indica, se vende bacalhau, mas onde também há espaço a fado ao vivo). Assim, assistimos à parte final do novo projecto de Rui Rofino, de nome We Sea. Já conhecia os trabalhos anteriores dele, mas estava curioso por ver/ouvir este novo projecto. Muito bom!

 

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Terminado este concerto, fomos assistir a um documentário intitulado de AZ-RAP: Filhos do Vento, produzido pela Red Bull Media House no âmbito do Festival Tremor. Fala-nos da cultura do hip-hop e do conhecido rapper Sandro-G. Documentário este que aconselho vivamente e, a partir de hoje, estará disponível online para todo o mundo!

 

Mais ao final da tarde, apanhamos um jovem rapper (Valerio), que também apareceu no vídeo acima mencionado, num concerto numa das travessas da cidade.

Logo a seguir, seguimos para uma loja de roupa masculina (a Londrina, que por si só, é uma das lojas mais dinâmicas da cidade no que toca a colocar música e eventos no seu cantinho por forma a chamar mais clientes), com a dupla Vive Les Cônes, uma dupla engraçada e com bons sons.

 

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Como não podíamos passar fominha, acabamos por parar num dos restaurantes que contavam com o Menu Tremor (preços mais acessíveis para quem tinha pulseira do festival). Decidimos parar no Supléxio, aberto há poucas semanas e fomos surpreendidos pela positiva.

Abaixo as fotos do nosso jantar.

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Para terminar o festival, entramos no Coliseu Micaelense para ver dois nomes importantes: Mão Morta e Bonga

Mão Morta, que já tinha ouvido falar, mas nunca tinha ouvido algo deles, surpreendeu-me pela representação do vocalista e energia que este tinha em palco. Um senhor que já não é propriamente novo, mas com uma energia de fazer inveja a muitos jovens! Deixou o público ao rubro, sobretudo aqueles que conheciam músicas deles. Foi a estreia deles em São Miguel.

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E claro está, Bonga, que fechou a noite no coliseu com um concerto muito bom.

 

Resumindo aquilo que vivemos do festival, foi muito positivo. A divulgação foi enorme, o que se viu claramente na quantidade de pessoas que juntou.

Há pontos negativos, nomeadamente no que toca à divulgação das lotações máximas por locais (pois chegamos a muitos locais e onde já não havia espaço e tivemos de ficar de fora), ou por exemplo, darem também uns intervalos de tempo entre concertos em vários locais para aqueles que queiram ver o máximo possível.

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publicado às 17:00

Festival de parapente

por Nuno França, em 14.03.17

Vai fazer dois anos que experimentei pela primeira vez algo que nunca pensei vir a fazer: parapente

Uma experiência incrível, uma sensação de liberdade enorme, apesar de estarmos presos a uma cadeira. Para quem tinha medo de alturas como eu, foi um enorme desafio, do qual não me arrependo e que pretendo repetir.

A partida foi do Pico da Barrosa (local onde podem observar a famosa Lagoa do Fogo), infelizmente, o voo não foi nesta direcção devido às condições para o lado da lagoa não serem as ideiais.

No início do voo (vão ver fotos ordenadas cronologicamente com o voo), podem ver a primeira fotografia (com umas torres no lado esquerdo - local da descolagem), o céu estava encoberto e não se adivinhava nada mais do que algumas nuvens...

Nesta foto, o piloto deu uma viragem para ver o ponto de partida.

 

Na fotografia seguinte, uns 10 minutos após a descolagem, começamos a passar por uma zona de céu praticamente limpo, o que tornou o voo (já até então de 4 estrelas), num voo de 7 estrelas! Foi algo lindo, apreciar toda esta zona sul da ilha (com as cidades de Lagoa - mais próxima) e Ponta Delgada - mais ao fundo).

 

Cada voo de bilugar atingia determinadas altitudes dentro das margens de segurança e, tendo sempre em conta a pessoa que estava a fazer o seu baptismo de voo. No meu caso, o meu piloto decidiu ir até aos 1300 metros de altitude, algo fantástico e que permitiu ver a vizinha ilha de Santa Maria, que, infelizmente, não consegui registar nas imagens. Podem ver na fotografia abaixo um comparativo de altitudes da minha posição e de outro parapente - amarelo, uns bons metros mais abaixo (e as manchas brancas e pretas na pastagem - vaquinhas).

 

 

 

 

 

 E se quiserem ver, aqui fica o vídeo também! 

 

 

 

 

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publicado às 22:55


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